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Para Deus e por você.

Nossa História

A bíblia é nossa única regra de fé e prática

O ano era o de 1950, o mundo ainda sentia o alívio do cessar fogo da II Guerra. O ocidente respirava otimismo e prosperidade, a Europa se reconstruía impulsionada pelo plano Marshall, enquanto o muro de Berlim dividia o mundo, dizendo seria as futuras décadas do pós-guerra. No Brasil, este ano foi particularmente agitado. Em abril daquele ano Getúlio Vargas anunciara sua candidatura à eleição presidencial, depois de quase dez anos como ditador do Estado Novo, e quinze anos à frente da nação, se lança como candidato às eleições diretas. Com campanha baseada na defesa da industrialização e na ampliação dos direitos trabalhistas, no dia 03 de outubro de 1950 é eleito Presidente, 5 anos após deixar o poder, recebendo do dia 31 de janeiro de 1951 faixa presidencial do ex-presidente Eurico Gaspar Dutra. Aqui no estado de São Paulo vivíamos em ritmo de progresso, financiado pelo capital do café, este já substituído por uma agricultura mais diversificada graças as inúmeras crises e a novas culturas trazidas pelos imigrantes.

Assim chegamos na pacata Nova Odessa de 1950, município agrícola, de cultura diferenciada pela influência dos imigrantes alemães, letos e, em menor grau, de norte-americanos. Somos considerada uma nação que não valoriza a sua história, a desconhecemos ou conhecemos de forma equivocada. Nós, povo de Deus, devemos conhecê-la melhor para vermos sua ação nela. Ele age na história sobretudo através do seu povo. A história do povo de Deus nunca seguiu paralela à história humana, corria dentro dela influenciando e sendo influenciada, por isso que os historiadores concordam que o fato de maior impacto na história foi a vida e morte de Jesus Cristo. Por isso dizemos: “O curso da História foi mudado numa cruz!”.
Fazendo coro a esta verdade, na manhã do dia 31 de dezembro de 1950, um grupo de 31 abnegados irmãos numa só alma e coração asseveraram: “Senhor, em Teu nome nos organizamos em Igreja”. E com absoluta certeza, do seu trono , Jesus confirmou com sua Palavra: “ as portas do inferno não prevalecerão contra vós e estarei convosco todos os dias da vossa vida.”

Tudo começou numa sala de estar do bairro Vila Azenha, o Pr. Emílio Veidman, um evangelista de talento e sua irmã, Ema Veidman, membros da 2ª Igreja Batista em nossa cidade, na casa do irmão Joaquim Raimundo dos Santos (tio das irmãs Santos), o qual evangelizou um bom número de brasileiros, pois a Segunda Igreja era constituída, na maioria, por imigrantes letos. Com o passar do tempo aquela sala ficou pequena, fato que levou a Sra. Mayme Minchin, imigrante norte-americana, a ceder sua sala de estar que era maior, para a continuação dos trabalhos. Sua casa ficava na R. Rio Branco, 557, atual casa pastoral.

A Segunda Igreja, na época, ainda era uma igreja de várias etnias, e as reuniões na residência da Sra. Mayme constituia-se numa missão aos brasileiros, tanto que após os batismos dos evangelizados, eles continuaram se reunindo ali nas tardes de domingo em classes de Escola Bíblica, pois os cultos da igreja ainda eram na língua leta; somente numa época posterior foram constituídas classes bíblicas em português.

O pastor Emílio foi embora; o trabalho cresceu e a necessidade de cultos em português se fez urgente. Esta necessidade se manifestou mais forte quando a 2ª Igreja empossava um novo líder, Pr. Arthur Stefemberg, refugiado de guerra, que não falava o português. Diante desse quadro o irmão Ernesto Sprogis idealizou a organização de um trabalho em Português, colocando a idéia para o grupo da sala da irmã Mayme.

A princípio a Igreja não queria a emancipação do grupo, mas após reuniões e diálogos, o espírito cristão e missionário prevaleceu, fazendo com que no dia 31 de dezembro de 1950 fosse organizada a Terceira Igreja Batista em Nova Odessa, com 31 membros. Estes membros foram: Ernesto Sprogis (1º vice-moderador), Benedito Lazinho dos Santos, José Moreira, Francisca Moreira, Antonia Alves, Antonia Santos, Adalia Santos, Pedro Lázaro dos Santos, Aparecida Santos, Lauzinha Santos, Helena Santos, Avelino Santos, Theofanis Santos, Olga Eberlim Santos, Maria Santos, Angelina Sanches, Catarina Welsh, José Godoy, Alice Minchin, Diva T. Sanches Welsh, Dirce Sanches, Francisca Santos, Janete Liria, Maria Aparecida Vilela, Ana Conceição Vilela, Eugenia Welsh, Simão Welsh, Elza Sprogis, Joaquim Sanches. A organização foi celebrada no dia 31 com um almoço na casa do irmão Sprogis; a vigília do dia 31foi feita juntos na Segunda Igreja.
Fato digno de nota foi o papel da Escola Bíblica no início da evangelização dos brasileiros e fundação da igreja. As reuniões das tardes de Domingo na rua Rio Branco, eram constituídas por três classes: adolescentes, que ficava a cargo da irmã Marta Deglau, crianças sob a batuta da irmã Ema Veidmam, cuja sala de aula era em um dos dormitórios adaptados; e os jovens e adultos eram ministrados pelo Pr. Emílio.
Segundo os remanescentes fundadores, a EBD tinha um papel fundamental para o funcionamento da igreja, atuando no evangelismo e na edificação dos crentes. O evangelismo se dava através da visitação intensa dos professores aos alunos e membros da comunidade nos domingos pela tarde. Quando a Igreja realizava séries de conferências, era prática comum, professores e alunos saírem às ruas , visitando de casa em casa convidando para as conferências, atividade que sempre era liderada pelo grupo da mocidade.

Justamente essa prática de visitar lares de não crentes, forneceu a Junta de Missões Nacionais a estratégia dos NEBs (núcleo de estudos bíblicos ). Este fato ocorreu por volta de 1978 sob a liderança do pastor Ilgonis Janait. O programa consistia em fazer uma pesquisa em todas as casas de um bairro, perguntando se eram ou não crentes, caso negativo era questionado se aceitavam receber estudos bíblicos. Nos lares onde eram ministrados os estudos tornava-se um ponto de pregação e posteriormente uma Missão. Esse modelo despertou o interesse da JMN, que enviou um missionário à nossa igreja para conhecer o programa. Um fato curioso envolveu nossa Escola Bíblica em seu início. Muitas denominações evangélicas de nossa cidade, como presbiterianas e pentecostais não possuíam EBD organizada de forma que, aos domingos pela manhã, enquanto os adultos se reuniam em suas igrejas, as crianças eram trazidas a nossa Igreja para as aulas dominicais. Isso fez com que o número de alunos fosse maior que o número de membros. Hoje, podemos encontrar em muitas denominações diferentes, crentes e até pastores que testemunham que sua conversão ocorreu, quando ainda criança, sendo aluno de uma das nossas classes da EBD.

Mas certamente o que mais marcava os alunos e professores eram as festividades que organizavam. Os pic-nics no dia 21 de abril, mês da EBD, o dia das mães, o dia dos pais e o dia dos professores eram sempre esperados. Porém a festa do Natal que tinha um brilho diferente. As cantatas e peças aqui encenadas, por muitos anos eram considerada as mais lindas da região, atraindo muitos visitantes. Como hoje, cantava-se muito na Igreja; os cultos e a escola bíblica eram impulsionados por canções que contavam verdades eternas. Neste tempo, não havia televisão e outros entretenimentos que encontramos hoje fartamente; as pessoas se interessavam por coisas simples, tudo que era realizado, todos participavam com entusiasmo. Mas quando perguntamos sobre o segredo desse sucesso a resposta não é nova e é aplicável em todas as épocas: Dedicação, consagração, compromisso com a palavra e amor. Acrescentando-se a isso o vigor da juventude – “deve-se fazer enquanto é jovem”. Logo após a organização a Igreja continuou recebendo famílias da Segunda Igreja, como Oscar Araiun, Eduardo Liekning, que em alguns anos mais tarde juntamente com o irmão Arnaldo Mauerberg empreenderam a construção do templo. E muitos outros foram chegando por meio de conversões, de forma que a Igreja ia experimentando seus primeiros dias de crescimento.
A construção do nosso templo foi feita ao longo de vários anos, de forma que sua consagração se deu de fato nos dias do pastorado do Pr. Ilgonis Janait em 1977. Antes disso, suas dependências já eram usadas. No dia 29 de dezembro de 1957 o batistério foi usado pela primeira vez, onde a irmã Mari Lúcia Ladeia foi a primeira a descer as águas. Esta irmã atuou como 1ª secretária da Igreja, por um período de quase 20 anos.
Diversos pastores alternaram o pastorado da igreja. O primeiro deles foi o pastor Saul Carlos da Silva, assumindo a igreja em 4 de janeiro de 1953 onde ficou por oito anos, deixando por ocasião de seu falecimento. Ele era pastor em tempo parcial, dividindo o ministério com a carreira do magistério.

O Pr. Alfredo Armando Carlstron chegou logo em seguida, tomando posse em 05 de outubro de 1958, pastoreando por onze anos. Depois assumiu a liderança o Pr. Amadeu Fiori em 1º de junho de 1969, vindo a falecer em 14 de dezembro do mesmo ano, seis meses após sua posse. No final de fevereiro de 1970, assumiu a liderança da Igreja, na qualidade de evangelista, o irmão Francisco Cid. Tendo concluído o seus curso teológico, foi ordenado ao ministério no dia 11 de dezembro de 1971. Pastoreou a igreja por 4 anos.

Na sucessão, pastoreou a igreja por 10 meses o Pr. Arildo Motta dos Reis Pessoa, sendo empossado em 11 de abril de 1976. Assumiu interinamente o Pr. Ilgonis Janait, no ano de 1977, ficando por 2 anos, foi neste mesmo período que empreendeu a fundação da Faculdade Teológica batista de Campinas. No dia 21 de Janeiro de 1979 assumiu o ministério o Pr. Nilson Dimárzio, atuando por 5 anos. Na seqüência, veio o Pr. Aguinaldo Leite do Sacramento, assumindo o pastorado em 21 de setembro de 1986, permanecendo por apenas nove meses. Foi logo sucedido pelo Pr. Moacir Jordão de Almeida, que liderou a igreja por um período de dezoito meses. Em seguida veio o Pr. Carlos Nogueira Martins, iniciando o ministério em 12 de agosto de 1989, permanecendo por 4 anos. O Pr. Paulo Balaniúc começou na Central como evangelista, foi ordenado no dia 26 de maio de 1995. Com o crescimento da Igreja, havendo necessidade de ajuda especialmente na área de família, foi convidado para fazer parte do Ministério Colegiado, o Pr. Williams Balaniúc. Sua posse ocorreu no dia 27 de novembro de 1999, porém começou a atuar efetivamente no dia 9 de janeiro de 2000. Com saída do Pr. Paulo em 2002, seu pai, o Pr. Williams assumiu o pastorado da igreja até março de 2004, quando deixou o ministério para voltar à sua terra natal, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

O atual líder da Igreja é o Pr. Davi Liepkan. Filho desta igreja que, depois de 20 anos trabalhando na causa do Senhor em outros lugares, voltou para ser o seu pastor. Veja maiores detalhes de sua vida e ministério no link: Pastor Davi
A igreja sempre foi levada a participar de missões, local com os membros enfrentando estradas empoeiradas na seca, ou enlameadas com as chuvas em carrocerias de caminhões, para realizar cultos em locais distantes como na colônia da Usina de Cillo em Santa Bárbara D’Oeste. Ou em locais mais distantes como em Rincon del Tigre na Bolívia ou em Isla Bogado no Paraguai, e atualmente na Cidade do Cabo- África do Sul, participando do sustento dos missionários. Também como frutos desta visão missionária temos, a fundação de Primeira Igreja Batista de Atibaia, Igreja Batista da Vitória e a Igreja Batista do Planalto, as duas últimas em nossa cidade e ainda a missão em Guatapará, e recentemente a de Sumaré.
Dentro desta visão missionária surgiu a idéia de se aproveitar a oportunidade de utilizar um meio de comunicação de massa para propagar as Boas Novas. Foi o que aconteceu quando a igreja tinha um programa na rádio clube de Americana. Isso foi em meados dos anos 50, década quando o rádio era um poderoso meio de comunicação.

O programa entrava no ar aos domingos às 11:55 horas, sob a liderança da mocidade. A programação consistia em apresentações ao vivo do coral jovem, acompanhado por um órgão portátil e regido pelo jovem Ilgonis Janait, havia ainda quartetos e a execução de discos com os maiores “hits” gospel do momento, como Feliciano Amaral, Luiz de Carvalho e os cantores de Sião. Pregadores se revezavam nos microfones, na maioria os próprios jovens da igreja.
Muitos fatos poderiam ser mencionados, lembranças revividas, mas não seria possível registrar todos. Podemos registrar apenas a impressão mais indelével que foi deixada nessa história: a trajetória de um povo simples, de Bíblia na mão e uma fé no coração, com a visão que Deus lhes deu no seu tempo; com acertos e erros, estenderam as fronteiras do Reino de Deus.

Eles foram os protagonistas dessa história, hoje somos nós. A história é escrita pelo povo, nas suas lutas, nos desafios que enfrentam, não como fomos ensinados a acreditar, que a história é escrita por “heróis” de capa e espada, montados em belos cavalos que dão gritos de proclamação às margens de riachos. Eu e você somos os escritores dessa história. Uma história que é escrita com poder, poder maior que o das armas, revoluções e tratados que marcaram a história humana. Este poder é o poder do perdão que vem da Cruz de Jesus, que vence o ódio e alivia a dor.

Em nossa gênese éramos em 31, hoje somos mais de 500. Deus nos dá uma visão, para que neste tempo sejamos uma igreja relevante e com propósitos. Que venhamos a manter a mesma fé o mesmo ardor missionário, a mesma visão evangélica. Você é parte dessa história!

PASTORES

Pr. Renaldo Zeeberg

Pastor de Integração

Pr. Renaldo Zeeberg

Nasceu na cidade de Urubici/SC, em 19 de outubro de 1959. Depois de servir o Exército em Brasília, Deus o...

Pr. Davi Liepkan

Pastor titular

Pr. Davi Liepkan

Davi Liepkan nasceu no dia 27 de março de 1966. Seus pais, Aivars e Edna já eram membros da Igreja...